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 fanfic-neji

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sainoda

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MensagemAssunto: fanfic-neji   Sex 27 Jun 2008, 09:08


TELA IRREAL
Ele era um pássaro, agora. Tinha no rosto uma máscara de coleira¹, as linhas pretas e brancas como uma mistura dadaísta de contraposição ao mundo. Mas seus olhos e seus movimentos eram de uma águia. Ele observava bem seus inimigos, o jeito com que eles deixavam transpassar suas emoções nos gestos. E, quando era a hora certa, ele atacava.
Ele era um pássaro banhado em sangue, agora.
Mas voava, ainda assim. Voava com o aval de Anbu estampado no braço e a certeza cega de que estava fazendo o certo para proteger algo mais que seu ego. Ele queria proteger Konoha, proteger quem lhe era caro...
Sendo um pássaro que não um qualquer. Sendo, especificamente, aquele pássaro que ele não vira tantas vezes quando contara vários no céu; o que fazia uma diferença.
Nos dias mais comuns de trabalho, ele era um pássaro, acima de tudo, para ela.
Mesmo que, na verdade, ela não precisasse daquelas asas abertas na sua frente. Ela era um guaxinim, e ele não tinha certeza de que guaxinins e pássaros pudessem conviver harmoniosamente e destruírem, juntos, seus inimigos. Mas na fórmula, em si, dava certo porque, ao final do dia, eles tiravam as máscaras e já não eram pássaro e guaxinim...
Eles eram Neji e Tenten.
Pura e simplesmente os dois, como haviam sido tantas outras vezes. Como foram num treino árduo para se tornarem o que eram agora, e como continuariam sendo futuro afora a cada vez que não precisassem esconder seus rostos e suas identidades.
Mas ele escondia mais que ela, talvez. Ele escondia mais que uma face. Ele sempre escondera, na verdade, independente do quanto havia mudado. Todos os sentimentos de Hyuuga Neji eram lacrados a sete chaves dentro dele, enquanto ela sorria quando queria sorrir e gritava de ódio quando queria gritar.
Certo dia, no final de uma luta, a porção branca de sua máscara era um tom de vermelho escuro com cheiro amargo de sangue. E pouco importava que cheiros não pudessem ser amargos, porque era exatamente assim – e apenas assim – que lhe era possível explicar aquilo que entupia suas narinas.
Ela tirou a máscara, então, e encarou-o com os olhos de Tenten, não de guaxinim. Quando ele lhe perguntou, sem dizer uma palavra, o que ela via de tão estranho para permanecer tão fixamente observando-o, Tenten lhe disse, sem rodeios...
... que seus ataques pareciam uma dança.
Neji não perguntou o porquê, mas ela tentou dar um motivo que não fez sentido dentro da cabeça dele. Ela disse que era algo no jeito com que movia seus pés, no jeito com que a técnica de sua família era mortalmente suave.
E completou dizendo que, para ela, ele era um quadro surrealista tomando vida.
Neji tirou a máscara e deixou de ser pássaro mais uma vez.
E quando Neji era Neji, as asas dele estavam fechadas para ela simplesmente porque ele não as tinha mais. Ele a calava com seu silêncio e movia-a com suas ordens não declaradas de que retornassem a Konoha.
Retornando a Konoha, assim, eles retornavam a uma vida que não tinha sangue, não tinha máscaras, não tinha danças e não tinha, especialmente, vôo. Eles voltavam a uma realidade e não a uma mistura de cores e sensações que cada um deles sentia como um uma manifestação artística distinta.
Matar não era a arte; mas fingir, por alguns segundos, que ele era um animal sem nome, era.
A cada vez que lutavam juntos, então, daquele dia em diante, Tenten posicionava-se com a face de guaxinim, abria os braços em recepção ao perigo e dizia, em voz alta e provocativa, a ele:
“Dance comigo, Neji”.
Ele acatava sem precisar que ela pedisse duas vezes. E abria suas asas. E dentro delas estava ela, e somente ela, como sempre esteve. Ela num sentido não necessariamente romântico, mas num sentido de que sua vida englobava tanto a dela que ele não poderia pensar em algum momento em que ela não estivesse presente.
Mas isso, de alguma forma, era amor.
Por nenhum instante ele sonorizou isso. Tampouco indicou que era o que ele concluíra naquele tempo todo. Neji sentia o amor sozinho e para si mesmo. Porque, afinal, o sentimento era dele, e dele não seria de ninguém.
Não deixaria ele de se esconder. E não daria a ela o mau gosto da mudança.
O gosto fétido, por sinal. E pouco importava que gostos não pudessem ser fétidos, porque era exatamente assim – e apenas assim – que lhe era possível explicar aquilo que entupia sua garganta.
Ele não dizia porque era Neji, e só sendo pássaro que ele abria as asas...
E permitia-se amá-la do seu jeito.
Enquanto ela amava-o como guaxinim e como Tenten. Amava-o não num sentido necessariamente romântico, mas aceitá-lo como seu parceiro quando ele não era nada além de um pássaro fingido, Neji considerava amor, de alguma forma.
Não que ele fosse o melhor conhecedor do assunto. Ele distinguia, no entanto, no olhar dela, no olhar que era do seu pai, no olhar que era de sua mãe, o mesmo brilho quando eles estavam lhe dando sorrisos sem motivos. Daqueles que simplesmente saíam, de repente, quando o sol estava a pino à tarde.
Neji era um bom observador, e ele sabia que os sorrisos e os brilhos não eram acontecimentos ao acaso.
Assim mesmo, ele nunca retribuiu nenhum. E nunca fora por falta de reciprocidade.
Por tantas vezes que mudara seus conceitos, por ter absorvido as palavras de Naruto e mudado seu comportamento, ele queria estar seguro ao último fio que definia sua personalidade. Perder aquele jeito, perder aquele freio, era como perder-se de si mesmo.
Ele não sabia ser nada além de Neji. E Neji... Neji não voava.
Assim, dias depois daquele final de luta, eles estavam numa nova missão porque a vida dos dois, sendo pássaro e guaxinim, sendo juntos, estava apenas em campos de batalha. Ele preparara o chakra nas mãos, o byakugan nos olhos.
Mas ele não havia enxergado. Por uma vez, apenas, tão crucial. Ela estava no seu ponto fraco, onde as penas de suas asas não a alcançavam, tomando pra ela o direito de, por algum dia, poder ser ela a proteger e não a ser protegida.
E aquele ataque que era para ele foi, então, para ela. O sangue que ele deveria ter cuspido, então, ela cuspiu. O equilíbrio que ele deveria ter perdido, então, ela perdeu. E seu rosto de coleira nunca havia sido tão águia, seus dedos eram tão presas mortais como garras.
Neji avançou, sem piedade, em um por um. Sem precisar de ajuda, sem se importar com o suor, o cabelo que, às vezes, perdia-se incomodamente na frente de seus olhos. Ele não precisava ver para matar ninguém. Já estava acostumado. Tinha o cheiro amargo em suas narinas e o gosto fétido em sua garganta. As penas manchadas de vermelho.
Parou em instinto. Como se pudesse sentir pelos poros a agora falta de ameaça, a parada da respiração dos inimigos. Como uma leoa que solta a jugular da presa quando percebe que ela não mexe mais.
E, do mesmo modo, a leoa protetora se volta para os filhotes e Neji se voltou para Tenten. Ela estava de joelhos porque era ninja o suficiente para não se deixar cair, embora tremesse e cambaleasse e denunciasse que não tinha forças sobrando para se fazer de invencível. A máscara de guaxinim ainda em seu rosto, ainda cobrindo ela mesma. Havia sido a guaxinim que caíra, e não Tenten.
Então, Neji sentiu a respiração dela mais forte, como se sangue estivesse em seus pulmões e ela não conseguisse brecha para que o ar estivesse em seu lugar. E percebeu-se impotente, naquele instante. Ele não sabia jutsus medicinais, ele não sabia fazer cirurgias cruas, ele não sabia... ele não sabia ao menos o que dizer.
Não seria piegas e fora de si de conseguir deixar de lado sua máscara e pedir que ficasse ali com ele, que fosse forte, que não o deixasse para trás naquele momento. O pássaro que ele era não sabia conviver com nada nem ninguém que não fosse o guaxinim que ela era.
E tampouco Neji saberia conviver com nada nem ninguém que não fosse Tenten.
Assim, ele tirou a máscara de Anbu e jogou-a no chão como se fosse apenas um pedaço de plástico – e era. A dele. A dela. Ele não escondia nada mais, nem ao menos sua face. Ele abriu as asas sendo Neji, finalmente, e disse a única coisa que poderia no momento:
“Dance comigo, Tenten”.
Ela deu um sorriso fraco, compreensivo, divertido, com um brilho nos olhos.
E Neji retribuiu.
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